21/10/2017

COREN/PA participa de manifesto em defesa do SUS e pela valorização da enfermagem

Profissionais e estudantes de enfermagem fizeram uma manifestação pelas ruas de Belém nesta sexta-feira, dia 20, saindo do Mercado de São Braz e indo até a frente a sede do Conselho Regional de Medicina, no bairro do Umarizal.O protesto fez parte de uma programação de luta da categoria em todo Brasil O ato foi organizado pelo Conselho Regional de Enfermagem do Pará, Associação Brasileira de Enfermagem (seção Pará), Sindicato dos Enfermeiros do Pará , Associação de Profissionais de Enfermagem Obstétrica(seção Pará) e Centros Acadêmicos dos cursos de enfermagem da capital.

A iniciativa foi tomada após a Justiça Federal, em Brasília, conceder uma liminar proibindo que enfermeiros fizessem a requisição de exames, atendendo a um pedido do Conselho Federal de Medicina. O Conselho Federal de Enfermagem recorreu da decisão, mas ela foi mantida. Somente depois de uma ação da Advocacia Geral da União é que a liminar foi derrubada pela Justiça Federal.

Durante esse período em que os enfermeiros ficaram proibidos de solicitar exames vários pacientes foram prejudicados em postos de saúde da Grande Belém. Principalmente aqueles que já estão integrados à programas do Ministério da Saúde e tratam de doenças como hipertensão, diabetes, hanseníase, tuberculose, sífilis e outras sexualmente transmissíveis, pré-natal e crianças que estão abaixo ou acima do preso e PCCU (exame preventivo do câncer de colo de útero). Em todos esses casos os enfermeiros podem solicitar exames de rotina, como de sangue, urina, triglicerídeos, glicose, entre outros. Eles também podem prescrever medicamentos já pré-estabelecidos pelo Ministério da Saúde para essas doenças.

O atendimento feito pelos enfermeiros já está normalizado em todas as unidades de saúde do Estado.
“Não somos contra os médicos, queremos apenas realizar os serviços para o qual somos capacitados, como é o caso da prescrição de exames. Isso ajuda no atendimento de centenas de pacientes todos os dias. Sem isso o SUS não funcionaria”, disse o presidente do Coren/Pa, Mário Antonio Moraes Vieira.

O conselheiro federal do COFEN, Antonio Marcos Freire Gomes, ressaltou que o manifesto representou um dia histórico para enfermagem paraense. ” Isso demonstra que nós temos força e a categoria precisa de unir cada vez mais em busca de seus direitos”, disse ele.

Christian Emanoel/ ASCOM-COREN-PA




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